Simples ilusor
O poeta é um simples ilusor
Mostra a casa,
Abre a porta, ascende a lâmpada,
Puxa a cortina, abre a janela
No fundo ele sabe
O hóspede que estará chegando,
A vida que o espera
Cega o mundo com suas ilusões,
Quimera de estrelas,
A fera quimera
Estágio de embriaguês do tolo
Onde o sonho
Nada mais é do que um total consolo
Face a face mostra ser
Aquele que ninguém ousou
Que o era,
Na vida, na arte de viver,
O poeta é um ilusor
Seja na vida,
Seja em casa,
Seja no som triste do entardecer.
domingo, 30 de novembro de 2008
Sei que um dia acharei
Um dia, e espero que esse dia chegue,
Estarei sentada, e nós de frente
Qualquer forma de sentimento
Estará presente e tudo
De mim seguirá um todo de ti.
Seria bonito, seria fácil
Se ninguém estivesse no tempo passado
E tu não fosses simplesmente parte do tempo futuro
Algo sem medida, o futuro que não chega,
O passado inóspito e desesperante
Onde o tempo que se foi é o tempo presente
E mesmo a vida de agora é vida morta.
Passado de tempos distintos,
Futuro com tempos de outrora,
Figura de meu presente,
Sei que um dia acharei
A felicidade em nossa frente.
Um dia, e espero que esse dia chegue,
Estarei sentada, e nós de frente
Qualquer forma de sentimento
Estará presente e tudo
De mim seguirá um todo de ti.
Seria bonito, seria fácil
Se ninguém estivesse no tempo passado
E tu não fosses simplesmente parte do tempo futuro
Algo sem medida, o futuro que não chega,
O passado inóspito e desesperante
Onde o tempo que se foi é o tempo presente
E mesmo a vida de agora é vida morta.
Passado de tempos distintos,
Futuro com tempos de outrora,
Figura de meu presente,
Sei que um dia acharei
A felicidade em nossa frente.
Se agora te peço
Peço-te que fique,
Peço que não volte,
Peço que me espere.
Em tantos momentos
Perdi a chance de estar
De peito aberto, corpo presente
Mente inquieta, coração ausente.
Sentindo a falta de um não querer
Se agora te peço: fique
É em espera que espero que esteja
Se agora te peço:não volte
Não se vá
Se agora te peço: espera
Estarei sempre contigo.
Peço-te que fique,
Peço que não volte,
Peço que me espere.
Em tantos momentos
Perdi a chance de estar
De peito aberto, corpo presente
Mente inquieta, coração ausente.
Sentindo a falta de um não querer
Se agora te peço: fique
É em espera que espero que esteja
Se agora te peço:não volte
Não se vá
Se agora te peço: espera
Estarei sempre contigo.
Pra que tanta descrição
Agora, se pararmos pra pensar
Quanta gente anda pela rua
Correndo apressada,
Cada uma com seus problemas,
Sua vida tumultuada
Levam para casa seus pesares,
Seus tormentos,
A única coisa que não levam
É a gratificação do chefe,
O esperado aumento.
Agora se pararmos pra pensar
Quanto aluno na escola
Sem dinheiro pra pagar
Nem a prova ou a Xerox
Que o estado deveria dar.
Agora se pararmos pra reparar,
Que todos esses problemas
Que estão a nossa volta
São parte de um sistema
Onde o capitalismo é de papel
E a corrupção é de aço
Os trabalhadores de madeira
E o que cola é o descaso.
E ainda me perguntam:
Pra que tanta descrição?
Agora, se pararmos pra pensar
Quanta gente anda pela rua
Correndo apressada,
Cada uma com seus problemas,
Sua vida tumultuada
Levam para casa seus pesares,
Seus tormentos,
A única coisa que não levam
É a gratificação do chefe,
O esperado aumento.
Agora se pararmos pra pensar
Quanto aluno na escola
Sem dinheiro pra pagar
Nem a prova ou a Xerox
Que o estado deveria dar.
Agora se pararmos pra reparar,
Que todos esses problemas
Que estão a nossa volta
São parte de um sistema
Onde o capitalismo é de papel
E a corrupção é de aço
Os trabalhadores de madeira
E o que cola é o descaso.
E ainda me perguntam:
Pra que tanta descrição?
Azul negro
Quero agora mais ainda
O céu azul do lindo anil
Forma de cor calma
E infantil
Que transparece
Toda a leveza
De um simples coração
Na frente em minha mente
Força e luz resplandecem
No manto de céu
Azul celeste
Água fria e forma pura
Mais parece vida
O que parece lua
E o negro véu de estrelas
Mostra-se claro
Em face pura
Coração no céu
E olhar na lua
Boca tocando o véu
de tantas estrelas suas
Nada é completo
Tudo é verbo
Nas cores de tanto tempo
Que faça limpa as cores ao vento
Onde cada palavra
É tanto de tudo
E só vê azul
Quem algo pulsa no peito.
Quero agora mais ainda
O céu azul do lindo anil
Forma de cor calma
E infantil
Que transparece
Toda a leveza
De um simples coração
Na frente em minha mente
Força e luz resplandecem
No manto de céu
Azul celeste
Água fria e forma pura
Mais parece vida
O que parece lua
E o negro véu de estrelas
Mostra-se claro
Em face pura
Coração no céu
E olhar na lua
Boca tocando o véu
de tantas estrelas suas
Nada é completo
Tudo é verbo
Nas cores de tanto tempo
Que faça limpa as cores ao vento
Onde cada palavra
É tanto de tudo
E só vê azul
Quem algo pulsa no peito.
Algo a mais
Não se preocupe com o dia de amanhã
Viva pensando no futuro
Viaje para o exterior
Aproveite sua casa nas férias
Fique quieto no seu canto
Exponha suas opiniões
Faça o que eu te digo
Seja original
Com tantos paralelos
Que
O que
Quem seguir?
Se serve de consolo:
Sei lá...
Siga em frente
Mas não se esqueça de olhar para trás
Acabe de ler minhas palavras
E o resto:
Tanto faz!
Não se preocupe com o dia de amanhã
Viva pensando no futuro
Viaje para o exterior
Aproveite sua casa nas férias
Fique quieto no seu canto
Exponha suas opiniões
Faça o que eu te digo
Seja original
Com tantos paralelos
Que
O que
Quem seguir?
Se serve de consolo:
Sei lá...
Siga em frente
Mas não se esqueça de olhar para trás
Acabe de ler minhas palavras
E o resto:
Tanto faz!
Agora que enfim te vejo
Vejo, enfim vejo teu sincero grito de
Despedida. Onde teu beijo representa
Minha vida. Onde cada passo que dou
É um passo a menos em nossa vida.
Grito, simples som da despedida
Todas as gotas de nosso suor
São gotas de minhas lágrimas
Cada pequeno segundo foi um momento
Curto demais para ser longo
Mas longo demais para ser eterno.
Vejo, enfim vejo teu sincero grito de
Despedida. Onde teu beijo representa
Minha vida. Onde cada passo que dou
É um passo a menos em nossa vida.
Grito, simples som da despedida
Todas as gotas de nosso suor
São gotas de minhas lágrimas
Cada pequeno segundo foi um momento
Curto demais para ser longo
Mas longo demais para ser eterno.
A alma que sente
A alma que sente e o fogo que vai
Aos poucos inundando
Cada parte de mim
E um todo de nosso
Espírito de luta e força
Para a certeza
De que na vida,
O amor é soberano
E menosprezado arrasador
De que na morte,
A indiferença é eterna
E os vivos a seguem de perto.
Se cada instante
Fosse um momento único,
Estaríamos todos aqui
Agora simplesmente pensando.
Como cada momento é real,
Estamos aqui,
Todos nós,
Longe do que realmente importa
Na certeza de que o futuro
Reserva o que na alma se sente
A verdadeira vida,
Nossa mente.
A alma que sente e o fogo que vai
Aos poucos inundando
Cada parte de mim
E um todo de nosso
Espírito de luta e força
Para a certeza
De que na vida,
O amor é soberano
E menosprezado arrasador
De que na morte,
A indiferença é eterna
E os vivos a seguem de perto.
Se cada instante
Fosse um momento único,
Estaríamos todos aqui
Agora simplesmente pensando.
Como cada momento é real,
Estamos aqui,
Todos nós,
Longe do que realmente importa
Na certeza de que o futuro
Reserva o que na alma se sente
A verdadeira vida,
Nossa mente.
Poemeto viajado
Esse é para o poema que foi
Emprestado. E nunca mais voltou.
Aviso aos navegantes que ele é bem
Diplomado. E foi outro poeta quem
O seqüestrou. Se ele foi bem tratado?
Não sei. Meus pobres versos inspirados
Aonde foi que ele os colocou.
Esse é para o poema que foi
Emprestado. E nunca mais voltou.
Aviso aos navegantes que ele é bem
Diplomado. E foi outro poeta quem
O seqüestrou. Se ele foi bem tratado?
Não sei. Meus pobres versos inspirados
Aonde foi que ele os colocou.
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Em resposta ao seqüestro de um poema.
Poema das mil vozes
Ouço uma voz gritar num silêncio absoluto
Onde mesmo qualquer ritmo dissoluto
Não poderia ousar se ensurdecer
Eram uma, depois muitas, depois mais
Cada uma traz forma e força e transforma
Todos os sons em um tom maior
Buscaram amor, novas artes no engenhoso sistema
Onde os sonhos são um boicote à ilusão
E cada qual grita e enxerga o que diz o coração
A força de mil vozes é pouca se comparada ao grito de um só
Em nossa ilusão há certezas e certezas
Mas o que fica para nós é o rumo das quimeras
Onde o sonho que se busca é o sonho que se tem.
Ouço uma voz gritar num silêncio absoluto
Onde mesmo qualquer ritmo dissoluto
Não poderia ousar se ensurdecer
Eram uma, depois muitas, depois mais
Cada uma traz forma e força e transforma
Todos os sons em um tom maior
Buscaram amor, novas artes no engenhoso sistema
Onde os sonhos são um boicote à ilusão
E cada qual grita e enxerga o que diz o coração
A força de mil vozes é pouca se comparada ao grito de um só
Em nossa ilusão há certezas e certezas
Mas o que fica para nós é o rumo das quimeras
Onde o sonho que se busca é o sonho que se tem.
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